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sábado, 23 de abril de 2011

Gostava Tanto de Você

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado.
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

(...)
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
 (Compositor: Edson Trindade - Interpretação:Tim Maia)
 É fácil entender os saudosistas quando se ouve esta canção. Ela é da década de 50, porém só foi gravada em 1973. 
Ao escutá-la é inevitável não sentir a profundidade de suas palavras, o peso de seus sentimentos.
Nos faz refletir sobre a vida, sobre a saudade e nossa total falta de controle em relação a perda.

Camafeu

Um camafeu (do francês antigo, camaheu) é uma pedra fina cinzelada de modo a formar uma figura em relevo (em oposição a entalhe) e que comporta ou não camadas superpostas de cores diferentes.

O camafeu surgiu por volta do ano 300 a.C., em Alexandria, sendo utilizado em jóias e adornos para roupas.
Eram produzidos a partir da ágata, do ônix, da sardônica, etc, continham imagens de deuses, deusas, cenas mitólogicas e figuras femininas.
As jovens mulheres do período Helenístico usavam camafeus com a figura do deus Eros como um convite sedutor ao amor.


Texto fonte

Florbela Espanca

Poetisa portuguesa, que teve uma vida curta (morreu aos 36 anos), mas plena.
 Uma vida inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade.
 Florbela d'Alma da Conceição Espanca tem hoje seus versos admirados em todos os cantos do mundo, diferentemente do que aconteceu quando ainda viva, época em que foi praticamente ignorada pelos apreciadores da poesia e pelos críticos de então.
Os dois livros que publicou, por sua conta, em vida, foram "O Livro das Mágoas" (1919) e "Livro de "Sóror Saudade" (1923).
 Às vésperas da publicação de seu livro "Charneca em Flor", em dezembro de 1930, Florbela pôs fim à sua vida. Tal ato de desespero fez com que o público se interessasse pelo livro e passasse a conhecer melhor a sua obra.
Dizem os críticos que a polêmica e o encantamento de seus versos é devida à carga romântica e juvenil de seus poemas, que têm como interlocutor principal o universo masculino.


 Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Vaidade 
Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...

E não sou nada!...
Poemas para download

Slow Club

 É uma banda de folk-pop de Sheffield-Inglaterra, que foi formada em 2006, após o desmembramento da banda The Lonely Hearts.
Composta por Charles Watson (vocal e guitarra) e Rebecca Taylor (vocais, guitarra, percussão). 
Se destaca pelo uso de objetos inusitados como instrumentos de percussão, tais como garrafas de vidro e até mesmo uma cadeira.


MySpace - Slow Club



Agridoce

Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Tenta me convencer
Que não mereço viver
Que não presto, enfim.

Saio em segredo
Você nem vai notar.
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular.

E ao chegar lá fora
Direi que fui embora,
E que o mundo já pode se acabar.

Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar.

E quando acordo cedo
De uma noite sem sal,
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final.

Saio sem alarde
Sei que já vou tarde.
Não tenho pressa
Nada a me esperar...

Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar...
(Composição: John)

Drama, baixa autoestima, dor + boa rima, Pato Fu, delicadeza = agridoce.

O Poeta das Coisas Simples

Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!



Sesta Antiga
A ruazinha lagarteando ao sol,
O coreto de música deserto
Aumenta ainda mais o silêncio.
Nem um cachorro.
Este poeminha
É só o que acontece no mundo...
"Mario Quintana é o mais simples dos poetas brasileiros do século XX, e um dos mais difíceis. Dá a impressão de dizer as coisas mais comuns, as coisas que todo o mundo imagina que é capaz de dizer. Só que Quintana as diz como ninguém é capaz de dizê-las. Usa uma música verbal e um ritmo tão fino que não se percebe. A sua poesia é endovenosa. Quando o indivíduo nota, a poesia já entrou nele, penetrando-lhe o coração e a mente. É poeta tão simples que sua genialidade só é descoberta - como a luz das estrelas -muitos anos depois de ter brilhado!" - Armindo Trevisan ( teólogo, poeta, crítico de arte e ensaísta brasileiro).